Novos (re)começos diários.
Todo dia é uma nova possibilidade de fazer-viver-amar diferente :) (a news voltou!)
palavras-chave: intencionalidade, life design, relações afetivas positivas, amor na prática.
Há alguns anos, a ideia de life design me acompanha em cada ação e a cada dia. Talvez eu seja só uma otimista ferrenha, mas a ideia de que podemos transformar nossa vida e construir uma vida que a gente realmente queira viver me guia muito.
Tudo começou na faculdade de psicologia na UFF, quando eu assisti uma aula de fenomenologia e entendi, pela primeira vez na vida, que minha vida era minha. Quer dizer, eu já sabia que eu viveria com as consequências das minhas ações, mas isso era abstrato demais pra mim. Foi só quando minha professora (Cristine Mattar, queridíssima!) anunciou que as pessoas são responsáveis pela manutenção da própria vida, inclusive por se manterem em lugares (ou relações) doloridos voluntariamente, que isso ficou realmente claro pra mim. Doeu e demorou, mas entendi.
Mais tarde, em uma aula da pós em psi positiva, pude entender que a gente pode (e deve) decidir quais consequências ou resultados queremos viver - e aí sim definir qual caminho e quais ações tomar pra chegar lá. Isso não parece óbvio? Porque pra mim não era, e, honestamente, às vezes esqueço.
Não sei vocês, mas às vezes só consigo ver o ponto que está exatamente a minha frente. Preciso me lembrar ativamente de que o meu resultado a longo prazo só vai acontecer se eu estiver agindo no curto prazo: que as coisas levam tempo, e que eu que colho todos os frutos daquilo que planto-cultivo hoje. Acho isso doido, sério.
Mas, mais doido ainda, é pensar que isso se aplica a TUDO.
Se aplica a nossa relação com a nossa saúde (oi, vamos ficar velhos, cê tá fazendo exercício físico só pra emagrecer hoje ou tá lembrando que só dá pra ser uma velhinha ativa e independente se começar a se movimentar pra já?), se aplica na nossa carreira, obviamente se aplica nas nossas relações afetivas.
Sim, se a gente não cultiva nossas amizades, se não estamos presentes (ou ao menos tentando/fazendo questão dos nossos amigos por perto), as amizades acabam, se perdem ((lembrete: relações de afeto não-românticas e não-sexuais também são importantes!!!!)).
Sim, se a gente não se observa, só vai agindo no automático e fazendo aquilo que tem pra fazer e deixando de passar tempo sozinhas, é difícil conhecer nossos próprios gostos e desejos. ((mais um lembrete: a gente só ama aquilo que conhece, amor próprio também se constrói!))
E sim, é preciso investir e praticar o amor diariamente, agir de forma intencional (pensando e agindo de acordo com o que você deseja atingir, é isso que quer dizer intencional) pra realmente criar uma relação romântica saudável e positiva com quem você ama. Só falar do sentimento de amor não é suficiente - é preciso também respeito, atenção, carinho, honestidade, reconhecimento, enfim, um tanto de outras coisas que a gente só vê e sente na prática.
Acredito muito no potencial de transformação que uma aula tem na nossa vida. Às vezes, é preciso dizer a coisa certa, no momento certo, e quem estiver com o coração aberto vai ouvir da forma que precisa ouvir. É pensando nisso que propus um grupo de estudos sobre amor - o Amor em bell hooks -, onde dou aulas toda terça-feira, online, de 19h às 21h. Chega com a gente que tá sendo super potente :)
Torço muito pra que a gente consiga criar uma vida - com carreira, relações e amores - que a gente realmente goste de viver. Desejo isso pra mim e pra você que tá lendo. Se chegou até aqui e fez sentido pra você, peço gentilmente que compartilhe esse post no instagram (e me marca!) pra chegar em mais gente, me ajuda muitão! :)
Com amor,
Carol Padilha
PS.: a última news tem teeempo, parei de escrever pra conseguir escrever minha dissertação do mestrado. mas voltei e to feliz de ter voltado! agora nos encontramos quinzenalmente com uma reflexão sobre vida intencional, bem-estar, amor e relacionamentos. fica por aqui? <3

