O melhor conselho de início de namoro!
Se você pudesse voltar no início do seu relacionamento e encontrasse a sua versão que está se apaixonando pela pessoa com quem você está junto hoje…qual conselho você daria pra ela?
Oie, como cê tá por aí?
O dia dos namorados tá chegando e eu, que trabalho com relacionamentos e casais diariamente, gosto sempre de fazer um lembrete de como essa data passa como bobeira pra casais que já estão juntos há muito tempo, mas é super um momento onde se poderia celebrar um tempo realmente mais bobinho e/ou gostoso da relação, pra além de puxar algumas reflexões que fazem a gente sair do automático também.
Lembra daquele início? Sem responsabilidades divididas, sem tantos problemas que vão se acumulando por conta da convivência, sem contas pra pagar ou casas pra arrumar - só vocês se conhecendo, se curtindo, se interessando pelo outro e se fazendo interessante também, cultivando o desejo daquela pessoa tão…diferente.




Agora, uma reflexão importante pra fazer a gente PENSAR na nossa relação e na forma como estamos vivendo-amando hoje:::: que conselhos você daria, que alertas você faria pra aquela pessoa bobinha (você, lá de trás!!) que está se apaixonando e entrando nessa relação?
Você quebraria o encanto e daria um alerta, contaria algumas verdades pra ela pra que ela não errasse o que você errou nessa relação? Ou você diria pra ela fazer tudo exatamente como sempre fez, que ia dar tudo certo?
Acho essa uma pergunta legal também pra disparar uma conversa bonitinha e aprofundada no seu relacionamento, diga-se de passagem.
Bom, se eu pudesse dar um conselho pra mim mesma — ou pra qualquer pessoa prestes a mergulhar num amor novo — ele seria simples, mas transformador:
"Aprendam a conversar, mesmo (e principalmente) quando discordarem."
No meu relacionamento (que faz 10 anos esse ano <3), eu precisei aprender da forma mais difícil que tolerar as diferenças e discordâncias entre a gente era completamente diferente de realmente aceitar essas diferenças.
Quer dizer, eu tolerava as diferenças entre a gente como se fosse nada demais, engolia, revirava os olhos…e eventualmente, ficava meio de saco cheio de lidar com as discordâncias sempre na nossa forma de pensar, agir e se relacionar.
Eventualmente, fiquei com um ranço tão real do meu companheiro que foi difícil de me livrar - as piadinhas que eu amaaava no início do relacionamento porque me faziam rir, agora me pareciam inadequadas e desnecessárias; a forma leve com que ele via as coisas e a vida, agora me soava como descaso e negligência.
Se eu realmente tivesse aceitado as nossas diferenças, eu teria entendido que o jeito dele de fazer as coisas jamais seria igual ao meu, e isso não significava que ele estava errado ou era incapaz de fazer do jeito que deveria: ele fazia do jeito dele. Simples assim.
Ou, ainda, se eu realmente aceitasse as nossas diferenças, eu perceberia que o tempo dele jamais seria igual ao meu - porque eu estava acelerada demais, queria resolver qualquer coisinha pra ontem, e ele precisava processar e pensar nos próximos passos…e isso não deveria ser um problema, porque, afinal, era a vida dele, não a minha. Percebe o tanto que teria me poupado de frustração e poupado a ele de pressão?
Se eu tivesse ouvido esse conselho lá atrás, teria entendido que:
silêncio prolongado não é sinal de maturidade emocional — às vezes, é só medo mesmo de encarar os conflitos > aprender a conversar sem discutir > chegar em um lugar comum.
evitar o conflito não é o mesmo que manter a paz (inclusive, muito pelo contrário, é só uma receita pra frustração…porque eventualmente, vai explodir e vai ser pior ainda!)
o outro não tem obrigação de funcionar igual a mim — e isso não é uma ameaça, é uma oportunidade de crescer. (!!!)
Hoje, depois de criança-casa-casamento, consigo entender que, pra estar em um namoro feliz, duradouro e saudável, a gente precisa de um esforço ativo nosso pra aprender outro idioma: o da pessoa que está ao nosso lado.
Cada pessoa tem um idioma próprio, feito de histórias, crenças, feridas e desejos - diferentes dos seus, mas que podem ser respeitados, se vocês se escutarem de verdade, sem expectativa de que o outro se torne alguém diferente do que é.
A maioria dos conflitos surge exatamente daí: da nossa incapacidade de permitir que o outro SEJA quem é, ainda que seja uma pessoa diferente daquela fantasia que criamos naquele iniciozinho de namoro.
Mas agora eu quero te ouvir:
Que conselho você daria pra alguém que está começando um relacionamento hoje, pra viver um namoro gostoso e duradouro?
Pode ser algo que você aprendeu com a vida, com os erros, com as conversas difíceis — ou até com aquele amor que não deu certo, mas te ensinou tanto.
Me responde por aqui (ou lá no Instagram @acarolpadilha.psi) - e quem sabe seu conselho aparece na nossa campanha de Dia dos Namorados? 💘
Observação importante: Se o seu conselho incluir “aprendam a se comunicar de verdade”, te convido a conhecer o meu curso Pare de Brigar - onde eu ensino casais (e pessoas que querem se relacionar melhor e de forma mais leve) a sair do ciclo de conflito e construir conversas mais leves e honestas — mesmo quando o assunto é difícil. Talvez faça sentido pra você :)
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Um investimento que vale cada diálogo que você ainda vai ter…e, ainda, na compra do Curso PDB até o dia 12/06, você ganha um voucher de R$50 de desconto para marcar uma sessão pré-diagnóstica da terapia de casal comigo ou com minha equipe! Topas?
Como sempre, obrigada pela leitura e por estar aqui comigo se você chegou até aqui!
Com carinho,
Carol Padilha

